Experimenta o café sem doces, comparando com o amargo do novo ciclo.
Recém feita a descoberta de que definitivamente as mudanças corroem.
Escuta as conversas das mesas ao redor, já não tenta ser aceito.
Os últimos amigos que restam, estão distantes. Os que ficaram incluem-se agora em outro grupo de amigos.
Vidas feitas com aceitações, aprende a escutar críticas, que agora soam como destrutivas, absorve o necessário.
Abre portas e janelas.
- Solidão, poeira leve...
Repete a frase que leu a pouco. Esquece das regras sobre não falar sozinho em lugares públicos, aceita também os olhares de estranhamento.
- A porta aberta, sinta-se...
(É interrompido).
Com um ar de grande alegria, o desconhecido conhecido o cumprimenta...
- Olá! Tudo bem? Como vai? Tomando um café?
Desanimado, quase não se ouve a réplica.
- Pois é, as vezes é preciso...
Fixa o olhar na xícara, nesse momento imagina-se a nadar no café.
Passado o incômodo do encontro desnecessário. Aprecia sua própria companhia.
Aprende a chorar sem motivo, também sorri, e ri. Os detalhes já não encantam...
Arrepende-se do presente comprado. Gastou metade do salário por quatro meses.
- Em vezes.
Mais cedo, encontro marcado, entrega a ela a caixinha azul. Surpreso com os sorrisos recebidos, sem palavras e sem chão, esta sentado no café desde a despedida.
Sente frio, termina o café. Necessidade de contar o ocorrido, o arrependimento diante da reação dela.
- Ficaste Feliz...
Ele esperava um término, com a vontade da solidão, agora sente falta das companhias boêmias, onde o desabafo é certo.
Ela caminha apressada, apreensiva e feliz. Excitada com o brilho da jóia. Observa os detalhes da noite agradável, cores, corpos a mostra.
Enfeitiçada pelos vários tons do anel, que estouravam conforme andava sob os postes de luzes quentes.
Os últimos amigos que restam, estão distantes. Os que ficaram incluem-se agora em outro grupo de amigos.
Vidas feitas com aceitações, aprende a escutar críticas, que agora soam como destrutivas, absorve o necessário.
Abre portas e janelas.
- Solidão, poeira leve...
Repete a frase que leu a pouco. Esquece das regras sobre não falar sozinho em lugares públicos, aceita também os olhares de estranhamento.
- A porta aberta, sinta-se...
(É interrompido).
Com um ar de grande alegria, o desconhecido conhecido o cumprimenta...
- Olá! Tudo bem? Como vai? Tomando um café?
Desanimado, quase não se ouve a réplica.
- Pois é, as vezes é preciso...
Fixa o olhar na xícara, nesse momento imagina-se a nadar no café.
Passado o incômodo do encontro desnecessário. Aprecia sua própria companhia.
Aprende a chorar sem motivo, também sorri, e ri. Os detalhes já não encantam...
Arrepende-se do presente comprado. Gastou metade do salário por quatro meses.
- Em vezes.
Mais cedo, encontro marcado, entrega a ela a caixinha azul. Surpreso com os sorrisos recebidos, sem palavras e sem chão, esta sentado no café desde a despedida.
Sente frio, termina o café. Necessidade de contar o ocorrido, o arrependimento diante da reação dela.
- Ficaste Feliz...
Ele esperava um término, com a vontade da solidão, agora sente falta das companhias boêmias, onde o desabafo é certo.
Ela caminha apressada, apreensiva e feliz. Excitada com o brilho da jóia. Observa os detalhes da noite agradável, cores, corpos a mostra.
Enfeitiçada pelos vários tons do anel, que estouravam conforme andava sob os postes de luzes quentes.
Chega em sua casa com um sorriso estampado. Dificuldade em abrir o portão baixo, corre até a porta e desaba nas dúvidas e certezas, reprime a felicidade infantil.
3 comentários:
She grows up while he goes down..
Ótimos textos, Larissa .
Existe na sua escrita uma densidade inerente, um desassossego "aprazível".
Espero que não haja problemas em Acompanhar os seus trabalhos.
Abraço!
gostei do texto Larissa
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