Nua, em pé, segura uma grande taça de vinho vazia, observa a garrafa que repousa na janela, por vários minutos permanece assim.
- E vamos ao fim...
Fala baixo e pausadamente, ainda com o olhar fixo no vidro verde.
Serve o restante do vinho, e coloca a garrafa no mesmo lugar, perde o olhar a analisar os pingos deixados pela chuva na janela, agora incrivelmente iluminados pela luz oriunda do único poste existente em sua rua. Faz todos os movimentos pausadamente, com a expressão fixa e forte.
Observa a rua deserta, esperando a chegada ou a partida de alguém. Bebe mais um pouco do vinho, e perde-se em pensamentos sobre a inutilidade da comédia romântica que assistiu mais cedo.
- Onde tudo funciona perfeitamente bem...
- E vamos ao fim...
Fala baixo e pausadamente, ainda com o olhar fixo no vidro verde.
Serve o restante do vinho, e coloca a garrafa no mesmo lugar, perde o olhar a analisar os pingos deixados pela chuva na janela, agora incrivelmente iluminados pela luz oriunda do único poste existente em sua rua. Faz todos os movimentos pausadamente, com a expressão fixa e forte.
Observa a rua deserta, esperando a chegada ou a partida de alguém. Bebe mais um pouco do vinho, e perde-se em pensamentos sobre a inutilidade da comédia romântica que assistiu mais cedo.
- Onde tudo funciona perfeitamente bem...
Observa a chegada e a insistência dele em abrir o portão de sua casa. Calcula o tempo em que ainda vai ficar nesta ação. Resolve abrir outra garrafa do vinho Argentino que adora, move-se vagarosamente para não despertar a atenção daquele que está ainda no meio do processo.
Aberta a garrafa, serve, e coloca-a ao lado da vazia, escolhe uma posição confortável para permanecer imóvel a espera, a espreita.
3 comentários:
doces!
infelizmente a esperança é a última que esmorece.
belas palavras.
um beijo
Sou suspeito, mas valeu a pena... Vc eh altamente surpreendente e simplesmente sinistra (faltou o sinonio aceitavel...) Te desejo todo o suceso do mundo!!!! Muitos beijos.
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